CADEIA DO PETRÓLEO E GÁS EM MOSSORÓ APONTA PARA POSSÍVEL RETOMADA

CADEIA DO PETRÓLEO E GÁS EM MOSSORÓ APONTA PARA POSSÍVEL RETOMADA

A cadeia de Petróleo e Gás de Mossoró recebeu ótimas notícias nesse primeiro semestre de 2019. O anúncio de investimentos vindos do setor público e privado, renovaram a esperança de reaquecimento do setor, que vive um momento de estagnação depois que a Petrobras reduziu sua participação no município.

A primeira boa notícia foi em maio de 2019, quando a empresa Petrorecôncavo anunciou a compra, por cerca de R$ 1,5 bilhão, dos 34 campos de produção de petróleo em terra no Rio Grande do Norte colocados à venda pela Petrobras em 2018. Com a aquisição, a empresa pretende investir 150 milhões de dólares nos próximos cinco anos na exploração de petróleo e gás no estado. Além disso, segundo informou o senador da república Jean Paul Prates (PT/RN), o diretor-presidente da Petrorecôncavo, Marcelo Magalhães, se comprometeu a utilizar mão de obra essencialmente de Mossoró para atuar nos campos adquiridos na cidade, “O importante dessa movimentação é que o presidente dessa empresa se comprometeu a contratar essencialmente, primordialmente, mão de obra aqui do Rio Grande do Norte, mais especificamente da região de Mossoró,” disse.

A Petrorecôncavo atua há 19 anos no Brasil e tem larga experiência na exploração dos chamados campos maduros, como são os campos do RN. A previsão é que a empresa inicie as operações em outubro de 20019, logo após cumprir etapas de licenciamentos e autorizações junto aos órgãos reguladores.

O empresário Tião Couto, da EBS Perfurações, afirmou ao GUIAMOS que a geração de empregos é certa, já que a própria reativação dos campos demanda mão de obra, “Com certeza vai trazer empregos porque eles vão reativar os campos, algumas funções vão ter que ser contratadas e também precisam cumprir determinações da ANP de melhorias nos campos ou até mesmo perfurar poços novos, que são exigidos por contrato”, explica. Tião pondera, entretanto, que acredita que a empresa não vai conseguir se instalar em outubro, o que acontecerá somente no final de 2019, segundo suas avaliações.

O grupo está constituindo uma empresa para atuar exclusivamente no RN, a Potiguar E&P (Exploração e Produção), que terá sede em Mossoró e deverá gerar pelo menos 200 empregos diretos nas bases de produção e setor administrativo.

O secretário Executivo da ABPIP (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petroleo e Gás), Anabal Santos Jr., acredita que o início das operações da Potiguar E&P, dará uma contribuição para o reaquecimento das atividades ligadas ao petróleo e gás em Mossoró e entorno, mas alerta que isso não vai resolver todos os problemas que o setor enfrenta.

Anabal explica que a falta de investimento na atividade provocou o declínio da produção nos últimos 3 anos e gerou a atual crise, mas está convicto de que a retomada virá com os esforços para aumentar a produção, “Reitero a crença de que iremos reativar esse importante setor econômico. É mais uma oportunidade de geração de emprego e renda que esse novo ciclo de investimento na atividade pode oferecer”, finaliza.

Refinaria do Planalto – REPLAN. Paulínia (SP). 20.06.2011. Foto: Marcos Peron/virtualphoto.net

Ampliação dos investimentos estatais no RN

Outra boa notícia para o setor foi anunciada no final de maio, desta vez pela governadora do RN e pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

Embora a estatal brasileira tenha adotado uma política de desinvestimentos no plano nacional, vai investir US$ 198 milhões (R$ 792 milhões em cotação de hoje) no Rio Grande do Norte de um total de U$ 668 milhões (R$ 2,6 bilhões) que é o gasto estimado para 2019 na Bacia Potiguar. O valor é quatro vezes maior que o investido em 2018.

A cadeia do petróleo e gás recebeu a notícia com otimismo, afinal, em um período de desinvestimento, o RN conseguiu não apenas a manutenção, mas a ampliação de recursos para o setor, que é um dos principais motores da economia de Mossoró e do RN.

Gutemberg Dias, Presidente Redepetro RN, afirma que se os investimentos realmente vierem, como foi anunciado, será de extrema importância para a economia de Mossoró, já que a cidade tem a maior estrutura de fornecimento de serviços e materiais para a indústria petrolífera.

Gutemberg prevê ainda que esses eventos combinados (chegada da Potiguar E&P e o montante anunciado pela Petrobras) terão impacto importante na economia do município em pouco tempo, “Não tenho dúvida que a curto e médio prazo teremos um novo cenário para o mercado de fornecimento de bens e serviços e, também, um reaquecimento na contratação de mão-de-obra e geração de impostos, seja devido ao aumento de serviços ou aumento da produção de petróleo,” explica.

Por Allan Erick

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